Domingo, Maio 11, 2008
Sonhado por Marcia,
11:48
Sonharam:
Domingo, Dezembro 23, 2007
Esta mensagem foi enviada pelo Prof. Francisco Tomasco de Albuquerque. Fiz um contato através de e-mail, mas ele também recebeu o texto de outra pessoa e desconhece sua autoria. Como gostei muito, quero compartilhá-la com vocês, amigos do mundo virtual ou não, que visitam o meu cantinho.
Que o ano de 2008 seja iluminado e que traga saúde, paz e amor para todos!
Então festeje...festeje o ano que acabou não apenas como dias que se passaram,
e sim como mais um trecho percorrido na estrada da sua vida!
Festeje a alegria que lhe extasiou e a dor que lhe fez crescer!
Festeje pelo bem que foi capaz de fazer e pelo mal que foi capaz de superar!
Festeje o prazer de cada conquista e o aprendizado de cada derrota!
Festeje por estar aqui!
Festeje a esperança no ano que se inicia, no amanhã!
Festeje a vida!
Abra os braços do coração para receber
os sonhos e expectativas do ano novo.
Rodopie...jogue fora o medo, sinta a vida!...
Sonhe, busque, espere... ame e reame!
Deixe sua alma voar alto...pegar carona com os fogos coloridos.
Mentalize seus desejos mais íntimos e acredite:
eles também chegarão ao céu.
Irão se misturar às estrelas, irão penetrar no Universo e voltarão cheios
de energia para tornarem-se reais.
Basta você querer de verdade, ter fé e nunca, NUNCA desistir deles!
E que seu ano seja, então, pleno de bênçãos e realizações.
Sonhado por Marcia,
14:55
Sonharam:
Terça-feira, Novembro 20, 2007
Ele foi eleito, em concurso organizado pelo Correio da Manhã, “Príncipe dos Poetas Brasileiros”. Na época heróica da campanha modernista, soube seguir diretrizes muito nítidas e conscientes, sem se deixar possuir pela tendência à exaltação nacionalista.

Guilherme de Andrade e Almeida, poeta e ensaísta, nasceu em 24 de julho de 1890, na cidade paulista de Campinas. Filho do jurista e professor de Direito Estevam de Almeida, estudou nos ginásios Culto à Ciência, de Campinas, e São Bento e N. Sra. do Carmo, de São Paulo. Cursou a Faculdade de Direito de São Paulo, onde colou grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1912, e passou a exercer as atividades, tanto no ramo da advocacia como na área jornalística. Sua grande paixão estava mesmo nas letras, vindo a ser jornalista e colaborador do jornal "O Estado de São Paulo" por várias vezes.
Especializou-se, também, em Heráldica, tendo criado os brasões das cidades de São Paulo(SP), Petrópolis (RJ), Londrina (PR), Brasília (DF), Guaxupé (MG), Volta Redonda (RJ), Caconde, Iacanga e Embu (SP).
Flor do Asfalto
Flor do asfalto, encantada flor de seda,
sugestão de um crepúsculo de outono,
de uma folha que cai, tonta de sono,
riscando a solidão de uma alameda...
Trazes nos olhos a melancolia
das longas perspectivas paralelas,
das avenidas outonais, daquelas
ruas cheias de folhas amarelas
sob um silêncio de tapeçaria...
Em tua voz nervosa tumultua
essa voz de folhagens desbotadas,
quando choram ao longo das calçadas,
simétricas, iguais e abandonadas,
as árvores tristíssimas da rua!
Flor da cidade, em teu perfume existe
Qualquer coisa que lembra folhas mortas,
sombras de pôr de sol, árvores tortas,
pela rua calada em que recortas
tua silhueta extravagante e triste...
Flor de volúpia, flor de mocidade,
teu vulto, penetrante como um gume,
passa e, passando, como que resume
no olhar, na voz, no gesto e no perfume,
a vida singular desta cidade!
Em 1917 fez sua estréia literária com a publicação de "Nós". Depois foram publicados mais quatro livros: "A Dança das Horas" (1919); "Messidor" (1919); "A suave colheita", "Livro de Horas de Sóror Dolorosa" (1920) ; "Era uma vez..." (1922). Sobre os livros, Manuel Bandeira referiu-se assim: "Todos cinco pertencentes ao clima parnasiano-simbolista, todos cinco revelando um habilíssimo artista do verso, que, com mais fundamento ainda do que Bilac, poderia dizer que imita o ourives quando escreve". O motivo de tantos elogios não foi em vão. Isso porque Guilherme de Almeida foi um sonetista exímio que possuía um estilo bem pessoal, tratava o verso com extrema habilidade e, ao mesmo tempo, dava liberdade às imagens.
Depois desses livros, iniciou a fase modernista. Em 1922 participou da Semana de Arte Moderna, fundando depois a revista "Klaxon", a principal revista dos modernistas. Viajou pelo país e fez conferências e palestras nas quais defendeu e divulgou os princípios da renovação artística e estética do modernismo. No ano de 1924 publicou a obra "A Flauta que Eu Perdi - Canções Gregas". Sua produção nessa época concentrou-se em três livros publicados em 1925: "Encantamento", "Meu" e "Raça".
Nós
Fico - deixas-me velho. Moça e bela,
partes. Estes gerânios encarnados,
que na janela vivem debruçados,
vão morrer debruçados na janela.
E o piano, o teu canário tagarela,
a lâmpada, o divã, os cortinados:
- "Que é feito dela?" - indagarão - coitados!
E os amigos dirão: - "Que é feito dela?"
Parte! E se, olhando atrás, da extrema curva
da estrada, vires, esbatida e turva,
tremer a alvura dos cabelos meus;
irás pensando, pelo teu caminho,
que essa pobre cabeça de velhinho
é um lenço branco que te diz adeus!
Em 1928 entrou para a Academia Paulista de Letras, onde ocupou a cadeira que pertencera a seu pai. Dois anos depois, foi eleito para ocupar a Cadeira nº. 15, na sucessão de Amadeu Amaral, na Academia Brasileira de Letras.
Com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, Guilherme de Almeida, defensor da causa constitucionalista, alistou-se como soldado na revolução de 1932. Devido a esse ato, foi exilado por oito meses em Portugal, onde foi recebido como herói e como um dos maiores poetas da língua.
Harmonia Velha
O teu beijo resume
Todas as sensações dos meus sentidos
A cor, o gosto, o tato, a música, o perfume
Dos teus lábios acesos e estendidos
Fazem a escala ardente com que acordas o fauno encantador
Que, na lira sensual de cinco cordas,
Tange a canção do amor!
E o tato mais vibrante,
O sabor mais sutil, a cor mais louca,
O perfume mais doido, o som mais provocante
Moram na flor triunfal da tua boca!
Flor que se olha, e ouve, e toca, e prova, e aspira;
Flor de alma, que é também
Um acorde em minha lira,
Que é meu mal e é meu bem...
Se uma emoção estranha
o gosto de uma fruta, a luz de um poente -
chega a mim, não sei de onde, e bruscamente ganha
qualquer sentido meu, é a ti somente
que ouço, ou aspiro, ou provo, ou toco, ou vejo...
E acabo de pensar
Que qualquer emoção vem de teu beijo
Que anda disperso no ar...
Na Europa, fez uma série de viagens até retornar ao Brasil, onde continuou com sua carreira de jornalista, além de escrever e traduzir textos de escritores famosos. Traduziu, entre outros, os poetas Paul Géraldy, Rabindranath Tagore, Charles Baudelaire, Sófocles e Jean Paul Sartre.
A sua entrada na Casa de Machado de Assis significou a abertura das portas aos modernistas. Formou, com Cassiano Ricardo, Manuel Bandeira, Menotti del Picchia e Alceu Amoroso Lima, o grupo dos que lideraram a renovação da Academia.
Humorismo
Sossego macio da tarde.
Um sol cansado
passa pelo rosto suado
uma nuvenzinha alva como um lenço
para enxugar as primeiras estrelas.
Silêncio.
E o sol vai caminhando sobre os montes tranqüilos
vai cochilando. E de repente
tropeça e cai redondamente
sob a pateada dos sapos e a vaia dos grilos.
No ano de 1936, ano de seu encontro com o cônsul japonês no Brasil, Kozo Ichige, Guilherme de Almeida começou a escrever "haicais". Em japonês, o haicai não tem rimas, apenas a medida silábica dos versos, embora cheios de "rimas" internas, ressonâncias e jogos de palavras. Em 1937, publicou o artigo "Os Meus Haicais", em que sistematizava as suas idéias sobre o que seria o haicai em português, que, de tão formalista, parecia feita somente para que ele fizesse haicais - o primeiro verso rimava com o terceiro, e o segundo verso tinha uma rima interna na segunda sílaba. Seus haicais foram publicados no livro "Poesia Vária", de 1947. Mas o modernismo libertou o haicai dessas amarras formais, embora muitos praticantes continuem a fazer questão da estrutura clássica de 5-7-5 sílabas para os três versos. Guilherme de Almeida foi um dos fundadores e primeiro presidente da Aliança Cultural Brasil-Japão.
O Pensamento
O ar. A folha. A fuga.
No lago, um círculo vago.
No rosto, uma ruga.
Hora de ter saudade
Houve aquele tempo...
(E agora, que a chuva chora,
ouve aquele tempo!)
Infância
Um gosto de amora
comida com sol. A vida
chamava-se "Agora".
Cigarra
Diamante. Vidraça.
Arisca, áspera asa risca
o ar. E brilha. E passa.
Consolo
A noite chorou
a bolha em que, sobre a folha,
o sol despertou.
Chuva de primavera
Vê como se atraem
nos fios os pingos frios!
E juntam-se. E caem.
Noturno
Na cidade, a lua:
a jóia branca que bóia
na lama da rua.
Os andaimes
Na gaiola cheia
(pedreiros e carpinteiros)
o dia gorjeia.
Tristeza
Por que estás assim,
violeta? Que borboleta
morreu no jardim?
Pescaria
Cochilo. Na linha
eu ponho a isca de um sonho.
Pesco uma estrelinha.
Janeiro
Jasmineiro em flor.
Ciranda o luar na varanda.
Cheiro de calor.
Foram publicados também: "Do sentimento nacionalista na poesia brasileira", ensaio (1926); "Ritmo, elemento de expressão", ensaio (1926); "Simplicidade" (1929); "Você" (1931); "Poemas escolhidos" (1931); "Acaso", poesia (1938); "Poesia vária" (1947); "Toda a poesia "(1953).
Guilherme de Almeida faleceu em 11 de julho de 1969, em São Paulo, sendo sepultado no Obelisco e Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no Parque Ibirapuera.
Fontes:
Guilherme de Almeida
Mundo Cultural
Amigos do Livro
Sonhado por Marcia,
16:40
Sonharam:
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