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Sábado, Outubro 10, 2009

Em 2005 fiz um post sobre Harold Pinter, ganhador do Prémio Nobel de Literatura 2005. A Academia Sueca referiu-se a ele como "o maior representante do teatro dramático inglês da segunda metade do século XX" e elogiou-o pelo caráter das suas peças, que refletem sobre as futilidades do dia-a-dia e levam o espectador a experimentar o sentimento de opressão gerado pela falta de sentido da vida. Pinter faleceu em Londres no dia 24 de dezembro de 2008, após uma longa batalha contra o câncer.

Hoje o post é um convite para que voces assistam o espetáculo abaixo.


Na Cia. dos Homens & Cooperativa Paulista de Teatro apresentam “O MONTACARGAS”


O espetáculo O MONTACARGAS, de Harold Pinter, continua a temporada no Satyros Dois, com alteração dos dias e horário: quartas-feiras (dias 07, 14, 21 e 28 de outubro), às 20h.

O texto, terceira obra escrita para o teatro por Harold Pinter, apresenta dois homens que se encontram num porão à espera de uma terceira pessoa, enquanto conversam sobre futebol e comentam as notícias dos jornais. Aos poucos, sob a aparente banalidade dos diálogos, vai se revelando ao espectador um vasto conteúdo inconsciente, a partir das sutis indicações dos motivos que os levaram ao porão e a tarefa que ali irão realizar.

A encenação, fruto da pesquisa realizada desde o inicio de 2008 pelo grupo Na Cia. dos Homens, cuja principal referência é a obra do cineasta francês Robert Bresson, constrói-se a partir de um acurado cuidado com a palavra, aliado ao minimalismo e à economia de meios, que permeiam os elementos que compõem a cena (cenários, figurinos, iluminação...) bem como o trabalho do ator que, utilizando-se do silencio e da imobilidade, busca conferir aos seus personagens uma dimensão arquetípica e simbólica.

Bráulio Ferraz: Ator. Formado pela Teatro-Escola Macunaíma. Estudou também no Royal Welsh College of Music and Drama - Cardiff, Reino Unido e no Mark Keppel High School - Monterey Park-California-USA. Atuou nos espetáculos: Os Possessos, direção de Antonio Abujamra; Insones 3x4, direção de Ed Anderson Mascarenhas; Happy End e Surabaya, Johnny, direção Marco Antonio Rodrigues; Ópera dos 500, direção de Naum Alves de Souza; Oração para um pé de chinelo, direção de Dizoneth; dentre outros.

César Maier: Ator, diretor e dramaturgista. Iniciou seus estudos em teatro em 1988 no curso Interpretação a Partir do Trabalho com Máscaras e Maquiagem, com os atores George Bigot e Maurice Durozier do Theatre du Soleil. Fez cursos com Rubens Correia, Aderbal Freire Filho e Antunes Filho, dentre outros. Atuou nos espetáculos: O Defunto, de Renê de Obaldia; Conversação Sinfonieta, de Jean Tardieu; O Claro Abelardo, de Antonin Artaud (este também sob sua direção); dentre outros. Saiba mais: www.cesarmaier.blogspot.com.

O Montacargas, de Harold Pinter – tradução de Bráulio Ferraz - direção de César Maier

Com Bráulio Ferraz e César Maier

Light Designer e operador de luz: Eduardo Córdobhess - Operação de som: Marcos Medeiros

Espaço dos Satyros Dois – Praça Roosevelt, 134 – Tel. 11 3258 6345 – www.satyros.com.br

Até 28 de outubro, as quartas-feiras (dias 07, 14, 21 e 28), às 20h

Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade); R$ 5,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt) / Bilheteria: 1h antes do espetáculo, aceita dinheiro e cheque.

Duração: 60 min. / Classificação: 16 anos / Lugares: 70 / Acesso universal. / Não possui estacionamento.

Ass. Imprensa: O AUTOR NA PRAÇA

Apoio: O Autor na Praça, Seicho-No-Ie do Brasil, Grupo de Teatro Os Satyros, Espaço Cultural Oficina, Ponto e Vírgula - Assessoria De Imprensa, Nonsense-Camisetas Inteligentes, Nutrisom - Restaurante, Vegetariano, Cantina Luna de Capri, Planeta's, Cantina e Pizzaria Piolin.


Sonhado por Marcia, 15:17
Sonharam:




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Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar e apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino - o amor.
Carlos Drummond de Andrade
Dunas

O vento macio,
Como quem não quer nada,
Vem de mansinho

E traz aquela duna pra cá.
E quando ela estiver
acomodada,
Achando que irá descansar,
O vento insistente a levará
Para outro lugar.
E assim será sempre.
O vento ventando
implicante
inventando moda,
Vem de mansinho

incomodando o tempo todo
sem deixar a duna
repousar.

Milton Cardoso da Costa
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